quarta-feira, 19 de junho de 2013

Do sublime (especulação sobre)


Quem disse que não há espaço para o sublime, nesses dias tão ásperos e superficiais? Não há estatísticas capazes de abarcar a dimensão do evento mais urgente, em marcha: a solidariedade entre as pessoas, retomando o seu lugar... digamos, para além das medidas do transporte coletivo, para mencionar apenas um exemplo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Missiva fraternal

Meu irmão acaba de tomar o 7550, com parada no Campo Belo. Lá irá ele resolver outras estúrdias coisas a respeito da vida que reaprendemos a levar, desde o último sono de nosso pai. Da Vieira de Carvalho, assisto à curva aberta que o ônibus faz. Depois, em frente à Praça da República (nome até certo ponto irônico, tendo em vista os eventos neste território brasileiro dos últimos dias), vislumbro o veículo, em sua arrancada. Vim me recuperando ao longo das ruas, com a expectativa de que nos vejamos (e, melhor, ainda: passemos mais tempo juntos) em breve. Fazia umas duas décadas que não dividíamos por tantos dias o café, as fotos da família, as conversas pseudo-filosóficas e a força. Hoje tive certeza que os sentimentos por ele são tão ou mais extensos, feito  planície-ilha-e-mar, que amor pelo pai. Querido irmão, como não há sinônimos para expressar a força e a alegria que me cedeu - nestes dias com jeito de jornada -, despeço-me com os votos de que faça uma excelente viagem ao encontro de sua adorável família. Quem sabe, abrimos aquele barzão numa ponte suspensa entre os continentes, que vamos inventar? Certamente, haverá sorriso, música, solidariedade e ética, mais ou menos como aqueles ensinamentos do velho Shazam. Obrigado, Henri. P.S.: Deixe-me ir lá botar o fusquinha amarelo-radiante nas suas malas de viagem! :)