quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Metas para 2015

Voltar a estudar piano (e contrabaixo elétrico); gravar as partituras guardadas em pastas; publicar livros "úteis" (do ponto de vista didático), mais alguns versos e outras crônicas; cozinhar mais; realocar livros, cds, dvds e demais objetos (graúdos ou miúdos) neste castelo de 40 metros quadrados; dispor os móveis, os instrumentos musicais e a bicicleta de modo a favorecer a entrada, a passagem e permanência das luzes; ler mais romances;  assistir a mais e melhores filmes. Ligar com mais frequência para minha mãe e meu irmão; visitar mais vezes o “tio” Luiz, a “tia” Pedrília, o Fábio e a Chris, em Tietê; trocar mais palavras com meus tios e primos; rever os amigos da “Thurma do muro”; manter a interlocução com colegas e ex-colegas de outras instituições de ensino. Estudar variados assuntos, incluindo manuais de retórica antiga; capítulos da história luso-brasileira nos tempos da colonização; psicanálise freudiana e lacaniana; romances de Agatha Christie protagonizados por Hercule Poirot; a prosa de José Saramago. Cuidar da saúde, para fazer mais e melhor pelo planeta, incluindo valorizar aqueles que, de fato, tenham múltiplos valores - especialmente a solidariedade e a capacidade de articular ideias sem o pseudo amparo do sobrenatural, do aquém ou do alheio.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Infância?

Quando eu tinha 14, 15 anos, ouvia o álbum Creatures of the night, da banda Kiss ("I love it loud", "Creatures of the night", "War machine" e "Killer" eram as minhas preferidas, acho); devorava os romances policiais de Agatha Christie e (ainda) fantasiava aventuras com carros de corrida, soldadinhos de plástico, peças de montar e bonecos articulados - com a ajuda de meu irmão Henri Chauvin, é claro - mediante o incentivo de nosso pai e os (justos) protestos de nossa mãe, que não entendia porque os homens de plástico precisavam ficar dependurados nas maçanetas do armário suspenso da cozinha, nem por que precisávamos mirar rolhas nos soldadinhos que dispúnhamos sobre as caixas que revestiam os jogos de tabuleiro. Certo dia, cometi a ingenuidade de dizer a alguns colegas da escola que eu brincava de "Comandos em Ação" - ao que fui taxado como imaturo por um grupo de adolescentes: justamente aqueles que frequentavam um Colégio que se dizia jesuítico e formador de homens de bom coração. Tsc, tsc...